Confundem-me ainda estas sensações…
Balançando entre siamesas e opostas…
Ricas de vontade, perdidas de juízo…
Que há muito foi perdida nesta mente tão gélida!
Gélida… ontem (e antes de ontem)!
Que hoje entre quatro paredes tão frias,
Se tornou no que já não parecia mais existir….
Paz, amor e compreensão!
Doeu muito, muito tempo,
As lágrimas iam caindo e transformando tudo numa dor ainda mais insuportável…
Num horror quase que suicida,
Numa vida quase morta!
Talvez todas as almas fossem melhores do que a transportada por mim,
Talvez o Homem tivesse que ser tão triste, tão vazio…
Talvez estivesse errada e nada disto fosse verdade…
Talvez todos os talvez fossem o maior erro de muitas vidas!
A razia de personalidade assusta-me, afasta-me, quase que me enoja…
Por entre todas estas gentes pergunto: Personalidade?
Quase todos me respondem perguntando: O quê?
Depois de tentativas de explicação, baixo os olhos e viro costas…
Baixo os olhos para não ver aos olhos dos outros a futilidade que me ocupava antes…
Para não querer de novo morrer…
Viro costas…
Porque o meu caminho é outro!
Um caminho com muitos medos, vontades e verdades,
Onde vou caindo e erguendo de novo,
Numa desesperada tentativa de não falhar mais
De não mais cair em qualquer buraco de alma…
Monday, April 20, 2009
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